domingo, 25 de setembro de 2011

O Papa fala aos jovens em Freiburg (2011-09-24)

 

...Compreenderíamos talvez que Ele tivesse gritado: Convertei-vos!
Sede a luz do mundo! Mudai a vossa vida, tornai-a clara e resplandecente!
Não será caso de ficar maravilhados ao vermos que o Senhor não nos
dirige um apelo, mas diz que somos a luz do mundo, que somos luminosos,
que resplandecemos na escuridão?
* * *

Queridos amigos, o apóstolo São Paulo, em muitas das suas cartas,
não tem receio de designar por «santos» os seus contemporâneos,
os membros das comunidade locais. Aqui torna-se evidente que cada baptizado
– ainda antes de poder realizar boas obras ou particulares acções – é
santificado por Deus.

No baptismo, o Senhor acende, por assim dizer, uma luz na nossa
vida, uma luz que o Catecismo chama a graça santificante.
Quem conservar essa luz, quem viver na graça, é efectivamente santo.

Queridos amigos, a imagem dos santos foi repetidamente objecto de
caricatura e apresentada de modo distorcido, como se o ser santo
significasse estar fora da realidade, ser ingénuo e viver sem alegria.


Não é raro pensar-se que um santo seja apenas aquele que realiza
acções ascéticas e morais de nível altíssimo, pelo que se pode certamente
venerar mas nunca imitar na própria vida. Como é errada e desalentadora
esta visão! Não há nenhum santo, à excepção da bem-aventurada
Virgem Maria, que não tenha conhecido também o pecado e que não tenha
caído alguma vez.


Queridos amigos, Cristo não se interessa tanto de quantas vezes vacilastes
e caístes na vida, como sobretudo de quantas vezes vos erguestes.
Não exige acções extraordinárias, mas quer que a sua luz brilhe em vós.
Não vos chama porque sois bons e perfeitos, mas porque Ele é bom e
quer tornar-vos seus amigos.


Sim, vós sois a luz do mundo, porque Jesus é a vossa luz. Sois cristãos,
não porque realizais coisas singulares e extraordinárias, mas porque Ele,
Cristo, é a vossa vida. Sois santos porque a sua graça actua em vós.

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